Quando a gente envelhece
a memória padece,
o raciocínio enfraquece
e o assunto empobrece.
A careca aparece ou
o cabelo embranquece,
a sobrancelha cresce,
e o olhar empalidece.
O ouvido ensurdece,
a ruga transparece,
o nariz se encurva
e a bochecha desce.
O dente apodrece,
a boca amolece,
você dorme sentado,
a cabeça cai e
a baba lhe desce.
Quando a gente envelhece,
no pé, a gota o enlouquece,
o joanete não te esquece
e o diabete aparece.
As ”junta” enrigece,
as pernas estremece,
o coração desobedece,
a pressão sobe e desce
e o velho vive no INSS.
E mais!
Quando a gente envelhece
as “carne” amolece,
a pelanca aparece,
e o mamilo murcha e escurece.
A unha caruncha
cresce e endurece,
e para cortar, só mesmo
se n’água a“véia”as aquece.
O peito( antes de remador)
com o peso dos anos,
descai e enfraquece
despenca e desce,
a pele afina e empalidece;
e a barriga: se não cresce, ela desce.
Mas, o pior no correr do tempo,
é quando a gente envelhece,
é que o nosso saco desce
e o nosso pau amolece;
e por mais que se implore
ele não mais obedece.
se insinua e até mesmo nua,
insiste na coisa, esforça-se e se oferece;
mas o pobre do “véio”,
sem a tesão que carece
e como o safado não enderece,
se vira pro lado e agradece!