segunda-feira, 7 de abril de 2008

Poema antinicotínico

À uma bela fumante

Uma mulher assim tão bela
com gestos de dama fina,
com corpo de mulher feita
e semblante de menina.

Tens a harmonia das linhas que
obedecem o perfil universal,
e entre muitas que perto há,
és mais um presente oriental.

Uma odalisca sem véu,
uma beleza que encanta
e que se ocidentalizou. É pena
que ao seu mal não espanta.

Como diz o nosso homem-história
seu sincero e enorme admirador,
lá do alta das suas cãs:" Sendo fumante
é tão linda, imagine sem sê-lo. Um primor!"

Se por bela imaginasse o que faz
o cigarro aos seus atributos de mulher,
pés de galinha em breve e um
horrível cheiro de homem. Você quer?

E mais pode acontecer: envelhecer
antes do tempo - vaidade, não vai gostar-
isso também sem falar no mau hálito
que sente o homem que a ele for beijar.

Gostaria de lembrar que a liberdade
alegada pela nossa companheira,
no terrestre paraíso onde se encontra o amor,
pode morrer por detalhe e culpa da fumaceira.

E não só o que foi dito, não é só o que se vê,
tem também o que emana, ou seja,
a catinga que fica na roupa, na pele,
na mão e no cabelo também, que de longe se fareja.

Fosse eu um mais moço, livre, descompromissado,
e deixaria de lado a fantasia e o respeito dessa nossa relação.
Eu e o jurisconsulto, que reparte este poema, ao menos na intenção,
disputaríamos na esgrima para conquistar tua mão.

Porisso Rosemarie bonita, com nome de flor no nome
(poderia ser melhor?) U’a moça tem compromisso
com aqueles a quem cativa, aceite pois o pedido
de dois admiradores e pare logo com isso.

Poemeto para Rosemarie Suleiman, nossa colega no Jornal Minuano e que nunca mais vi, em concordância com o Dr. George Teixeira Giorgis.