Uma mulher assim tão bela
com gestos de dama fina,
com corpo de mulher feita
e semblante de menina.
Tens a harmonia das linhas que
obedecem o perfil universal,
e entre muitas que perto há,
és mais um presente oriental.
Uma odalisca sem véu,
uma beleza que encanta
e que se ocidentalizou. É pena
que ao seu mal não espanta.
Como diz o nosso homem-história
seu sincero e enorme admirador,
lá do alta das suas cãs:" Sendo fumante
é tão linda, imagine sem sê-lo. Um primor!"
Se por bela imaginasse o que faz
o cigarro aos seus atributos de mulher,
pés de galinha em breve e um
horrível cheiro de homem. Você quer?
E mais pode acontecer: envelhecer
antes do tempo - vaidade, não vai gostar-
isso também sem falar no mau hálito
que sente o homem que a ele for beijar.
Gostaria de lembrar que a liberdade
alegada pela nossa companheira,
no terrestre paraíso onde se encontra o amor,
pode morrer por detalhe e culpa da fumaceira.
E não só o que foi dito, não é só o que se vê,
tem também o que emana, ou seja,
a catinga que fica na roupa, na pele,
na mão e no cabelo também, que de longe se fareja.
Fosse eu um mais moço, livre, descompromissado,
e deixaria de lado a fantasia e o respeito dessa nossa relação.
Eu e o jurisconsulto, que reparte este poema, ao menos na intenção,
disputaríamos na esgrima para conquistar tua mão.
(poderia ser melhor?) U’a moça tem compromisso
com aqueles a quem cativa, aceite pois o pedido
de dois admiradores e pare logo com isso.
Poemeto para Rosemarie Suleiman, nossa colega no Jornal Minuano e que nunca mais vi, em concordância com o Dr. George Teixeira Giorgis.