<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540</id><updated>2011-04-21T17:45:02.126-07:00</updated><title type='text'>poesia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-5015797655648930644</id><published>2009-05-01T07:32:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T07:34:24.886-07:00</updated><title type='text'>Meu Firmamento</title><content type='html'>“No solo por las estrellas tiene luz el firmamento!” Larralde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu nasci, me foi destinado um céu, um verdadeiro presente vindo dos céus! No entanto, só fui percebe-lo em sua quase plenitude e essência ao longo da vida, desde um início, através de uma tenra compreensão de mim mesmo. E, em verdade, até os dias de hoje ainda encontro coisas novas nele, até então desconhecidas. Mas que sempre encantaram e encantam por todos os corpos que nele cintilam e que vemos nos céus de todos nós.&lt;br /&gt;Ao longo dos tempos, nele encontrei um sol, que orientou onde estava o meu norte; uma lua que, quando cheia, me iluminou o desconhecimento da escuridão e que me deu sorte. Mas que quando minguava no céu e por dentro de mim, minguava-me também a vida e pressagiava a morte.....; e quantas vezes dela eu escapei! Por pura sorte, coisa que dizem que não existe.....&lt;br /&gt;Nas minhas gratas e produtivas insônias, como foi bom descobrir, naquilo que os antigos de língua latina, ainda não sei bem por que, chamaram de firmamento, um São Jorge, a Chave do Céu, as Três Marias, miríades de estrelas, a estrela “boiera”, que acompanha o trajeto do por do sol orientando viandantes, a Via Láctea, a D´alva, o planeta Vênus, que ora está perto, ora está remoto. E o peculiar e vistoso Cruzeiro do Sul, uma cruz de estrelas que indica aquilo que me parece ser o chão, o alicerce do planeta terra, o nosso piso, o sul do mundo.&lt;br /&gt;De quantas sacadas, de quantas vezes recostado campo à fora, de quantos pátios e com que silêncio observei aquele céu externo, com seu reflexo a harmonizar o meu céu interior.&lt;br /&gt;Mas, ao longo dos anos, não foi só de astros e estrelas belamente arranjadas que foi feito este meu céu! Muitas vezes o vi escurecer qual um breu, trovoar, estremecer e despencar durante o dia; como o vi também trepidar, estrondar e faiscar, como que a virar dia, durante noites de inesquecíveis tempestades interiores. E vi bolas de fogo que me incendiaram a vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os fenícios, passando por gregos, egípcios, maias, astecas e quase todas as antigas civilizações inteligentes, passando depois por Ptolomeu, Galileu, Copérnico, Halley e muitos outros, sem falar nos escribas românticos de prosa e verso, todos foram pródigos em descobrir e cantar antigos e novos corpos celestes - alguns metafísicos como o meu e o seu - e a admira-los cada um a seu modo, nos céus de suas épocas e de suas posições geográficas no planeta, nos dois hemisférios, incorporando suas interpretações às novas culturas.&lt;br /&gt;Herculano, aliás, com sua filosofia milenar, já dizia: ”O rústico, por que é ignorante, vê que o céu é azul; mas o filósofo, por que é sábio, vê que aquilo que parece ser um céu azul, nem é azul, nem é céu!&lt;br /&gt;Chegando até os físicos e astrônomos modernos, os hawkyns e os hubbles, que descobriram que, igual como em nossos universos interiores, nosso céu universal admirável encontra-se em expansão permanente, com a formação e destruição contínua de vidas estelares. Do que se aproveitam os devoradores de detritos cósmicos, os buracos negros. Bem como, relatam a renovação celestial através das estrelas “supernovas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa vida interior nada mais é que uma repetição de tal fenômeno, um aperfeiçoamento continuo de nosso firmamento, daquilo que nos mantém vivos e úteis, uma renovação com evolução.&lt;br /&gt;Pois, a despeito de Herculano e da Apolo 11, que tentaram tisnar nosso romantismo inspirado nos céus, sigo contemplativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, formada inicialmente por simples poeira de estrelas, a partir de um escasso, mas luminoso, tempo antes, há dois anos acabei de descobrir uma estrela “supernova”, compacta, em meu céu interior; a qual foi batizada de Plim-plim Leslie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, ela habita meu céu e o céu do nosso lar, ilumina o meu caminho com seu fulgor próprio, guia meus passos em direção ao sempre, ao bem e a um amor de fundamento, em nosso firmamento; um brilho que sai do céu dela e que se reflete no meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, desde que, em se tratando de estrelas, o tempo de dois anos é quase nada, por certo desfrutarei de seu brilho pessoal ainda por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia, quem sabe quando, lá adiante, já poeira de amor cósmico, um buraco negro nos devore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amantes encantados! Abraçados! Juntos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-5015797655648930644?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/5015797655648930644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/5015797655648930644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2009/05/meu-firmamento.html' title='Meu Firmamento'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-8375946694900068303</id><published>2008-09-08T16:08:00.000-07:00</published><updated>2008-09-08T16:09:32.855-07:00</updated><title type='text'>Nosso lar!</title><content type='html'>Nosso lar era uma casa com destinação diferente, no passado. Era uma estrutura de material inerte, destinada ao trabalho. Durante a semana,  repleta de pessoas desconhecidas entre si que cruzavam nos corredores, tendo em comum os profissionais aos quais eram encaminhadas. Bem como, em comum, a angústia e a incerteza da doença. Essa casa, sem dúvida, cumpria uma destinação elevada e nobre, destinava-se à cura. E assim foi durante dez anos. Mas, não era um lar!&lt;br /&gt;Aos fins de semana, como era vazia esta casa! Morei nela um tempo; cruzei-me com fantasmas enfermos, com a frigidez do vazio, com  resquícios da dor e da febre. Tudo muito amplo, longe  e silencioso. Sua única harmonia eram as palavras cruzadas que por longas horas eu as alinhava, buscando um sentido para elas e para mim próprio, então.&lt;br /&gt;Aos poucos, sem sentimento de desenlace, os colegas foram saindo, um a um, quando, de repente o vazio e o silencio se fez mais constante, prolongado e insensato. E eu, dentro dela, era um fantasma materializado e sem destino, em companhia do cachorro, Ben-Hur. Meu leito, meu radinho, um fogão enorme quase desativado e uma pequena geladeira.&lt;br /&gt;Mas, aos poucos foram ocorrendo as transformações. Como que para exorcizá-la e por vontade de minha estrela-guia, suas paredes foram pintadas, o chão ganhou novo brilho e tudo ganhou uma demão de limpeza pura. Era a entusiasmada preparação inicial para transformá-la em nosso lar: novos sons, luzes, cheiros, cores, conforto, novos e antigos móveis, um novo arranjo entre eles. Salas, cozinha, quarto, tudo arranjado de maneira a formar a estrutura para um lar.&lt;br /&gt;E para dentro dela, há um ano e meio, entrou meu amor, Leslie!&lt;br /&gt;Desde  então, os sons são os sons de seu chaveiro na porta, de seus tacos ao chegar; ou do seu assovio me buscando. Ou os sons de suas músicas prediletas a misturarem-se, ocasionalmente, ao som de meus “bolachões”; das janelas que ela abre, das grades que faz correr e dos seus dedos no teclado da comunicação. E os sons dos seus sussurros de amor...... Ou, então, são os sons de seu chuveiro, da máquina de lavar roupas, que lava nossos lençóis manchados na noite; o som das panelas, pratos e copos, tudo com uma nova e inusitada vitalidade. E tudo se mistura, no inverno,  ao som da madeira queimada na lareira, onde também adormecemos, num crepitar que imita o de nossos corações. Mas, tem um som que só à noite aparece, na intimidade do quarto, na moldura da cama; o som que brota no ápice do prazer do amor!&lt;br /&gt;Na sala, as visitas que atrai com freqüência, sentam-se em sofás escolhidos por ela para o nosso lar; mas, que também nos acolhem para o namoro. Vêem-se quadros de muitas flores, vê-se na parede nossa perpetuação em aquarela que a tudo espreita e comemora, silente e com ar de aprovação; e muitos espelhos que refletem nossa felicidade. Muitas plantas, todas com histórias de amor a contar, que crescem viçosas com o adubo do toque de suas mãos.&lt;br /&gt;Na cozinha, o velho fogão, quase inútil, que passou anos aquecendo tão somente a água do cafezinho, oferece-se diariamente e com disposição ímpar ao seu trabalho regular. E com freqüência oferece toda sua potência aos sabores que são servidos na sala aos que  a nós são atraídos, de forma a agregar, pela minha hábil quituteira, que faz tudo com fartura e amor. Muita convergência já se fez ao redor da mesa principal, como soe ser em um  lar que emana amor; e como assim é entendido. Sem deixar de citar, que essa mesma cozinha é o palco onde são trabalhadas pequenas maravilhas da criação, com sabores diversos e qualidade ímpar, as quais são distribuídas pela cidade toda e que são reconhecidas como as “ trufas da Leslie”.&lt;br /&gt;São cheiros de doces, da boa culinária e de limpeza. Cheiro das flores que ela rega com mãos de criação. E tem o cheiro de seu corpo que enche a casa com alquimias misteriosas que lhe alisam a pele após o banho; pele que já é de pêssego ao tato, de marfim no torneado e de nácar ao olhar. Oh! Deus e os protetores, muito obrigado!&lt;br /&gt;Tem também as luzes e cores que entram casa adentro quando ela abre as amplas janelas, que tanto imaginava um dia ter para que a brisa  e a vida matinal entrasse, entrando junto o sol e os sons do nosso amanhecer, dia-a-dia.&lt;br /&gt;Quando é preciso, tem muita luz artificial, para que nos vejamos com os olhos do encantamento e sem perder detalhes; mas tem também muita penumbra, que o mais das vezes é só para variar.&lt;br /&gt;E, por fim, tem a luz do seu olhar, cor de caramelo, por onde um dia enxerguei as virtudes de sua alma.&lt;br /&gt;E quando tudo se apaga, ainda assim se enxerga no escuro uma luz branca e cintilante; é dela, da minha inseparável estrela-guia, a iluminar-nos o sono sempre bom e aconchegante.&lt;br /&gt;Invariavelmente, dormimos e acordamos abraçados um ao outro, sem pendências para trás que nos aflijam.&lt;br /&gt;Pois, a casa que parecia vazia, quando cheia de desconhecidos, agora é um lar cheio de apenas duas pessoas. Felizes!&lt;br /&gt;É assim o nosso lar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-8375946694900068303?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/8375946694900068303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/8375946694900068303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/09/nosso-lar.html' title='Nosso lar!'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-6773233398712804426</id><published>2008-05-11T13:13:00.001-07:00</published><updated>2008-05-11T13:14:01.109-07:00</updated><title type='text'>Equivaler é o verbo!</title><content type='html'>Eqüivaler é o verbo!&lt;br /&gt;Eqüivaler o bem com a vida, o mal com seus riscos, a lucidez com a evidência, a expetativa com a felicidade, o otimismo com a realidade, o orgulho com a simplicidade, a alegria com a sobriedade, a vontade com o empenho, a bondade com a gratidão e com o bom convívio, a esperança com a possibilidade, o resultado com a decisão, a ambição com o ímpeto, a intuição com o ocasional, o olhar com a comunicação, o sorriso com a sinceridade, a paixão com o transitório, a genialidade com a raridade, a beleza com a luminosidade, a compaixão com  a coletividade, a sorte com o merecimento, o destino com a condução, a cultura com a tradição, a honra com a formação;&lt;br /&gt;Eqüivaler o dormir com o descanso, as manias com o prejuízo, o comer com a necessidade, o prazer com o espírito, o exercício com o condicionamento, a queixa com a dor, o choro com o padecimento, a violência com a repressão, a punição com a infração, a depressão com as perdas, a recuperação com o entusiasmo, a criatividade com a vida, a vida com a impermanência, os avisos com a prevenção, o alerta com a precaução, o sintoma com a investigação, o tratamento com o diagnóstico, a cura com a participação;&lt;br /&gt;Eqüivaler a família com a prioridade, o acasalamento com a seriedade, os filhos com a paternidade, a infância com o aprendizado, a adolescência com a autoridade, a juventude com a rebeldia, a maturidade com a paciência, a  velhice com a serenidade, o mestre com a respeitabilidade;&lt;br /&gt;Eqüivaler a promessa com a execução, o rumor com a verdade, o julgamento com o esclarecimento, a condenação com o merecimento, a liberdade com a limitação, o progresso com o crescimento, o trabalho com o desenvolvimento, a indignação com a razão, o sufrágio com o desempenho, a política com a ética, a grandeza com a singeleza, a valentia com a cautela, a vizinhança com a amizade, o respeito com a reciprocidade, a soberania com a admiração, o bem estar com a participação, a doação com a esmola, o conviver com a tolerância, a diferença com a convivência, o preconceito com a aproximação;&lt;br /&gt;Eqüivaler  a dúvida com a explicação, a pergunta com o conhecimento, a solução com o tempo, o tempo com a sua regência, a ciência com a curiosidade, a sabedoria com a humildade, o supérfluo com a necessidade, a tecnologia com o emprego, o trabalho com a realização, a pressa com a eficiência, a afobação com a  segurança, o suor com a produção, a produção com a fartura, a fartura com a distribuição, o machado com a sombra, a água com o seu quilate, o ambiente com a sobrevivência, a diversidade com a humanidade, a terra com a preservação;&lt;br /&gt;Eqüivaler a falência com a administração, o sucesso com o merecimento, a derrota com a capitulação, a vitória com a perseguição, o atual com a posteridade, o fim com a eternidade, o ídolo com a sanidade, a idolatria com a psiquiatria, a paz com a fraternidade, a morte com a sublimação, a divindade com a identidade. E muito mais!&lt;br /&gt;Algo assim como um equilíbrio virtuoso, como a rotação e translação dos universos que se completam, oportunizando a gravitação do universo individual. E, de súbito, se fará presente a harmonia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-6773233398712804426?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/6773233398712804426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/6773233398712804426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/05/equivaler-o-verbo.html' title='Equivaler é o verbo!'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-72630527084783917</id><published>2008-05-11T12:27:00.001-07:00</published><updated>2008-05-11T12:28:08.680-07:00</updated><title type='text'>Golpe eqüestre</title><content type='html'>O Dr. Blau Souza, cirurgião vascular nosso conhecido, cuja naturalidade é disputada por Lavras e Bagé, veio de sofrer pouco tempo atrás de violenta queda de cavalo quando montava em seu sítio, no bairro Vila Nova, em Porto Alegre, onde mora. Além de fraturas, dias depois apresentou sintomas de um hematoma intracraniano, vindo a ser operado com sucesso. Quando soube do ocorrido, uma súbita inspiração me fez compor estes versos, os quais lhe foram remetidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                             &lt;strong&gt;Golpe Eqüestre&lt;/strong&gt;- José Brasil  Teixeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo, Dr. Blau Souza, desculpe-me a petulância,&lt;br /&gt;o senhor, um homem de estância, conhecedor da lida,&lt;br /&gt;foi, nesta altura da vida, meter-se com tal redoma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saldo de briga feia, contou-me o Franklin&lt;br /&gt;nesta manhã de domingo, tuas peripécias de doma:&lt;br /&gt;além da alma abalada e da rotina quebrada,&lt;br /&gt;quebraste a cana do braço e ainda mais, um hematoma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais notável, ainda, pra cima de um Acadêmico,&lt;br /&gt;foi a arrogância da égua;&lt;br /&gt;- talvez a de puxar pipa ou do andar da gurizada -&lt;br /&gt;Não é que a idade ousa! Pois, sonhando com&lt;br /&gt;o tempo de xucra, botou à nocaute um Souza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou noticiar aos amigos com ar de admiração,&lt;br /&gt;Sefrin, Medina e aos demais, este fato surpreendente&lt;br /&gt;que não saiu nos jornais: Ginete desaquecido e poeta&lt;br /&gt;conhecido leva golpe contundente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desgraça pouca é bobagem, é o que deves estar pensando;&lt;br /&gt;mas, nada é tão ruim que não possa acabar em poesia....&lt;br /&gt;Aproveita o teu por enquanto, neste compasso de espera,&lt;br /&gt;e em insólita homenagem, faz pra égua uma elegia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Desfalque em cavalaria, resta o lanceiro a pé&lt;br /&gt;para enfrentar a peleia - rente ao chão,&lt;br /&gt;nesta altura, a vida é bem mais segura –&lt;br /&gt;é o que deve ser, por certo, tua madura conclusão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá pra nós, reserva o teu entre-perna&lt;br /&gt;para outra montaria, antiga modalidade&lt;br /&gt;que, embora não tão freqüente,&lt;br /&gt;é mais condizente com a idade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em nome da prosa e do verso e também do coração:&lt;br /&gt;Ouve o clamor das juntas e esquece esta pangaré;&lt;br /&gt;abre pra fora, agradece, olha de longe,&lt;br /&gt;melhor andar embarcado ou ser um gaúcho a pé!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-72630527084783917?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/72630527084783917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/72630527084783917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/05/golpe-eqestre.html' title='Golpe eqüestre'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-5818763074996339758</id><published>2008-05-11T12:18:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T12:19:39.936-07:00</updated><title type='text'>Um misto enamorado</title><content type='html'>Na verdade, eu não sei bem&lt;br /&gt;como manifestar,&lt;br /&gt;como tratar o assunto&lt;br /&gt;que hoje se comemora.&lt;br /&gt;Talvez, eu tente em verso&lt;br /&gt; para atingir a emoção&lt;br /&gt;daquela de quem se enamora;&lt;br /&gt;ou então,&lt;br /&gt;o faça em prosa,&lt;br /&gt;trazendo na mão uma rosa,&lt;br /&gt;fica melhor explicado,&lt;br /&gt;em singela expressão&lt;br /&gt;daquilo que tenho agora&lt;br /&gt;dentro do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Na verdade, se eu voltasse, minha querida namorada, ao tempo do primeiro encontro, onde, num instante em que a distração das coisas chatas, comuns e indevidas do dia a dia permitiram que me fulminasses, quase à traição, com teus detalhes. Se este ocorrido fosse hoje, não sei bem o que faria. Entretanto, naquele instante, passado de encantamento, confesso(e não precisaria repetir), fiquei cativo, aprisionado. Coisa, aliás, que não conseguem fazer os insensatos e desmotivados das grandes sensações, bem como aqueles que desconsideram o fato de ser amante e ser amado, julgando tal estado como coisa de um prisioneiro mal encarcerado.&lt;br /&gt;Mal sabem eles a boa condição que é essa aí, não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escolhido pra este dia&lt;br /&gt;é um tal de Santo Antônio,&lt;br /&gt;guardião do patrimônio&lt;br /&gt;que ao longo se acumula,&lt;br /&gt;protetor casamenteiro&lt;br /&gt;dos pares que o suplicam,&lt;br /&gt;na busca da proteção&lt;br /&gt;desta mui doce empreitada,&lt;br /&gt;que é manter bem guardada&lt;br /&gt;no peito a mulher amada,&lt;br /&gt;ou um amado, se é o caso,&lt;br /&gt;e juntinhos se ficam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Desde os primeiros tempos em que me mantivestes acorrentado ao teu encanto de tão linda mulher, quanto bondosa, cativante, apaixonante e apaixonada, urdi um plano infalível de nunca mais escapar das grades dos teus olhos e nem da segurança dos teus braços, um cativeiro que vem sendo a minha melhor clausura. Em matéria de amor, foste a minha penúltima loucura. A última, talvez juntos em uma só sepultura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louco de atar,&lt;br /&gt;é como chamam aqueles&lt;br /&gt;que estão enamorados,&lt;br /&gt;de fato fica difícil&lt;br /&gt;entender o inexplicado:&lt;br /&gt;o olhar fica distante,&lt;br /&gt;o sono não concilia,&lt;br /&gt;o coração só palpita,&lt;br /&gt;amiúde disparando,&lt;br /&gt;a fome logo se acaba,&lt;br /&gt;a sensatez se esfumaça,&lt;br /&gt;nada mais do que acontece&lt;br /&gt;parece interessar,&lt;br /&gt;o negócio dele é amar e&lt;br /&gt;junto permanecer&lt;br /&gt;a vida toda se amando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-5818763074996339758?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/5818763074996339758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/5818763074996339758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/05/um-misto-enamorado.html' title='Um misto enamorado'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-5307362958942069823</id><published>2008-05-11T12:14:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T12:15:30.360-07:00</updated><title type='text'>Quitute poético do dia dos namorados</title><content type='html'>Oi, Leslie, minha amada,&lt;br /&gt;minha linda namorada,&lt;br /&gt;meu grande e imenso amor!&lt;br /&gt;Há tempos que não maltraço&lt;br /&gt;coisas do coração à esta princesa&lt;br /&gt;com quem reparto o calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade!&lt;br /&gt;Tomei conta do teu leito,&lt;br /&gt;assim meio sem respeito&lt;br /&gt;às leis do tempo e do espaço,&lt;br /&gt;onde adormeço cansado,&lt;br /&gt;acordo feito criança&lt;br /&gt;enlaçado por teu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga-se, a bem da verdade,&lt;br /&gt;nem só pra tanto me acosto;&lt;br /&gt;tem o teu corpo que eu gosto,&lt;br /&gt;no qual me enrosco em furor;&lt;br /&gt;verdadeiro rebuliço,&lt;br /&gt;são formas de expressar&lt;br /&gt;a minha atração por teu viço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar em viço, minha flor,&lt;br /&gt;Lesliebela singular,&lt;br /&gt;como é boa a sensação&lt;br /&gt;de repartir coisa igual,&lt;br /&gt;esta quantia de amor&lt;br /&gt;com sua boa qualidade&lt;br /&gt;e seu quilate especial!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O santo que nesta data&lt;br /&gt;tem tradição de regente&lt;br /&gt;é um santo boa gente&lt;br /&gt;(faz encontrar os perdidos,&lt;br /&gt;inclusive os viventes);&lt;br /&gt;diz-se que em certa ocasião,&lt;br /&gt;estando aqui, esteve lá,&lt;br /&gt;desencarnado do corpo,&lt;br /&gt;para ajudar um parente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom, então, creditar&lt;br /&gt;a este santo matreiro&lt;br /&gt;um pouco de atenção&lt;br /&gt;no patrono fofoqueiro,&lt;br /&gt;um santo que dar espanto,&lt;br /&gt;um bento casamenteiro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que isso, certeiro&lt;br /&gt;com a sua flecha cupido,&lt;br /&gt;que pode ter dado ouvido&lt;br /&gt;e mesmo uma certa benção&lt;br /&gt;à nossa busca de encontro&lt;br /&gt;e ter até orientado&lt;br /&gt;gestos que nem sabemos &lt;br /&gt;em como nos darmos a mão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, então, enamorado e&lt;br /&gt;com o meu peito inflamado,&lt;br /&gt;quer pelo sim, pelo não,&lt;br /&gt;não devo deixar passar&lt;br /&gt;a data dos encontrados&lt;br /&gt;negando-lhe esta vênia,&lt;br /&gt;sem a ti manifestar-me&lt;br /&gt;no dia dos namorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...com flores, é claro!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se mais que namorada&lt;br /&gt;quiseres ser minha amada,&lt;br /&gt;não te acanhes, vai chegando&lt;br /&gt;e por tua conta tomando;&lt;br /&gt;a fresta que eu buscava&lt;br /&gt;neste teu coraçãozinho&lt;br /&gt;no meu também é janela,&lt;br /&gt;aberta e só te esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso, tenho por ti&lt;br /&gt;um amor meio cigano,&lt;br /&gt;zeloso de sua posse&lt;br /&gt;e cuidadoso ao detalhe;&lt;br /&gt;mas sou mesmo é viniciano&lt;br /&gt;quanto a sua infinitude,&lt;br /&gt;ainda que zébrasiliano&lt;br /&gt;na eternidade e no talhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Por isso é que nesta data&lt;br /&gt;ponho um avental de poeta&lt;br /&gt;ao preparar tal quitute,&lt;br /&gt;enquanto penso em ti&lt;br /&gt;e encontro em versos a meta);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão bom ser teu amor....!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas do dia a dia&lt;br /&gt;que cultivamos com zelo,&lt;br /&gt;tu, com tua mão santa,&lt;br /&gt;que tanto bem faz a tantos,&lt;br /&gt;minha bruxinha querida,&lt;br /&gt;hoje com beijo e carinho,&lt;br /&gt;ouve o amoroso apelo:&lt;br /&gt;recebe minh’alma em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinado:&lt;br /&gt;Feliz com o que tenho&lt;br /&gt;Encantado pela bruxinha,&lt;br /&gt;Admirador da Lesliebela,&lt;br /&gt;Enamorado pela Leslie&lt;br /&gt;E convicto de ninguém vai&lt;br /&gt;“...dormir nosso sonho..”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com amor, Teu Zé!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-5307362958942069823?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/5307362958942069823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/5307362958942069823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/05/quitute-potico-do-dia-dos-namorados.html' title='Quitute poético do dia dos namorados'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-2045836723863595473</id><published>2008-05-11T12:12:00.001-07:00</published><updated>2008-05-11T12:13:04.766-07:00</updated><title type='text'>Na minha cabeça</title><content type='html'>Na minha cabeça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os teus pensamentos&lt;br /&gt;não guardam lugar,&lt;br /&gt;são mal comportados&lt;br /&gt;e vivem a pular;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É puro retoço,&lt;br /&gt;são vivos, sadios&lt;br /&gt;e sem se acalmar&lt;br /&gt;me põem a pensar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande alvoroço&lt;br /&gt;os teus pensamentos&lt;br /&gt;- crianças ativas -&lt;br /&gt;me põem a lembrar&lt;br /&gt;os nossos momentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-2045836723863595473?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/2045836723863595473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/2045836723863595473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/05/na-minha-cabea.html' title='Na minha cabeça'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-4137113799780523787</id><published>2008-05-11T12:07:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T04:01:24.629-07:00</updated><title type='text'>Bem-te-vi</title><content type='html'>Bem-te-vi !&lt;br /&gt;Bem que eu te vi&lt;br /&gt;em tempos idos;&lt;br /&gt;pele, faro, pupilas,&lt;br /&gt;tudo em alerta e desperto:&lt;br /&gt;com os meus cinco sentidos&lt;br /&gt;eu me punha a cuidar,&lt;br /&gt;só pra te admirar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.... de longe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeitinho de moça&lt;br /&gt;em formato de fêmea,&lt;br /&gt;ao te aproximares&lt;br /&gt;em (an)dança atraente&lt;br /&gt;com um corpo torneado&lt;br /&gt;em marfim esmerado,&lt;br /&gt;remexendo minha mente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As alças fininhas&lt;br /&gt;nos ombros dourados,&lt;br /&gt;o sulco dos seios&lt;br /&gt;mostrando a fartura;&lt;br /&gt;com muito respeito,&lt;br /&gt;eu me deliciava&lt;br /&gt;com a tua formosura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transparência de seda&lt;br /&gt;a encobrir corpo esguio,&lt;br /&gt;pelo olhar desnudado&lt;br /&gt;deste macho em cio,&lt;br /&gt;quantas vezes sonhei&lt;br /&gt;em ser teu amado....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os teus olhos melados&lt;br /&gt;por trás dos cristais,&lt;br /&gt;cabelo ondulado&lt;br /&gt;da cor do pecado&lt;br /&gt;e o pé pequenino,&lt;br /&gt;prontinho, prontinho&lt;br /&gt;para ser mordiscado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chão que pisavas&lt;br /&gt;no teu dia-a-dia&lt;br /&gt;passarela virava;&lt;br /&gt;o teu caminhar&lt;br /&gt;em urdido balanço&lt;br /&gt;atiçando meus olhos&lt;br /&gt;a te fotografar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso tempo foi pouco&lt;br /&gt;mas foi grande o sufoco&lt;br /&gt;palpitante, stressante&lt;br /&gt;ao meu coração;&lt;br /&gt;eu na contramão,&lt;br /&gt;tu, uma jovem bonita&lt;br /&gt;e eu, um madurão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o tempo passou,&lt;br /&gt;- três anos talvez -&lt;br /&gt;ou até um pouco mais,&lt;br /&gt;quando alguns dos teus ais&lt;br /&gt;pediram-me luz&lt;br /&gt;e eu me dispus&lt;br /&gt;a devolver tua paz;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No casual reencontro&lt;br /&gt;ficou evidente&lt;br /&gt;o que estava latente:&lt;br /&gt;a tremenda atração&lt;br /&gt;que havia dormido&lt;br /&gt;no meu coração;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atento escutei&lt;br /&gt;o que tinhas na idéia,&lt;br /&gt;- desencontros de vida-&lt;br /&gt;e eu, panacéia;&lt;br /&gt;carecia ser ímpio e eficiente,&lt;br /&gt;meu consciente te ouvia,&lt;br /&gt;mas por trás da queixa&lt;br /&gt;eu te achava tetéia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltastes melhor&lt;br /&gt;algum tempo depois&lt;br /&gt;e de novo sumistes.&lt;br /&gt;Voltastes mais tarde&lt;br /&gt;buscando um favor,&lt;br /&gt;coisa que fiz,&lt;br /&gt;mas meu alvo era o amor;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurar? Impossível!&lt;br /&gt;Ao te ouvir confessar,&lt;br /&gt;que errar tu erravas,&lt;br /&gt;buscando acertar;&lt;br /&gt;foi o mote fatal&lt;br /&gt;que rompeu a represa&lt;br /&gt;do meu peito em caudal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peito, aliás, de trapezista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confessei-me a atração&lt;br /&gt;pela tua formosura&lt;br /&gt;e, então, rosas mandei;&lt;br /&gt;a verdade era antiga,&lt;br /&gt;mas reprimida,&lt;br /&gt;e em teu alvo acertei;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá para cá&lt;br /&gt;a história conhece.&lt;br /&gt;A lua ouviu tua prece&lt;br /&gt;e o amor floresceu;&lt;br /&gt;hoje, parece mentira, és minha&lt;br /&gt;e eu, me belisco, sou teu;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar no Bem-te-vi&lt;br /&gt;que de manhã entoa&lt;br /&gt;um piado vigia;&lt;br /&gt;faz a vez de porteiro&lt;br /&gt;e ao amor sobrevoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor lindo de ver&lt;br /&gt;e que por inteiro nos dedicamos&lt;br /&gt;ao amanhecer!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-4137113799780523787?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/4137113799780523787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/4137113799780523787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/05/bem-te-vi.html' title='Bem-te-vi'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-7514760709254380076</id><published>2008-05-11T11:59:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T12:00:37.518-07:00</updated><title type='text'>Por trás da vidraça</title><content type='html'>Nem por trás da vidraça&lt;br /&gt;Assistem, por trás da vidraça&lt;br /&gt;na ante-sala da execução,&lt;br /&gt;o carcereiro, o promotor,&lt;br /&gt;um enfermeiro, mais o doutor&lt;br /&gt;e o executor;&lt;br /&gt;vêem, inclementes, o assassino&lt;br /&gt;que fez o que fez, por  desatino,&lt;br /&gt;agora na sala da execução&lt;br /&gt;esperando a sua hora,&lt;br /&gt;sentado e amarrado,&lt;br /&gt;até desistiu de esperar compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cá da vidraça, bem sabe&lt;br /&gt;o coitado, pecou, fez errado&lt;br /&gt;e até acha justa a decisão;&lt;br /&gt;apenas queria que junto daqueles&lt;br /&gt;que esperam sua morte, naquele momento &lt;br /&gt;com o ar diminuindo, esperando a fumaça&lt;br /&gt;pudesse encontrar em seu resto de vida&lt;br /&gt;um último alento por entre os algozes,&lt;br /&gt;ver em sua hora” h”, uma  feição conhecida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doía, no entanto não aparecia&lt;br /&gt;ao menos um derradeiro&lt;br /&gt;e fiel companheiro para lhe lamentar,&lt;br /&gt;nenhum rosto amigo para,&lt;br /&gt;por trás da vidraça, um sorriso enviar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angústia, tristeza e dorida certeza,&lt;br /&gt;- a cabeça confusa - a vida se ia,&lt;br /&gt;mas em meio à frieza até parecia&lt;br /&gt;naquela hora fria, sem jeito ou magia,&lt;br /&gt;ao estremecer do seu último dia&lt;br /&gt;queria sentir um último sopro,&lt;br /&gt;um ser conhecido, um ente querido&lt;br /&gt;que perto da morte, quê feliz sensação&lt;br /&gt;e, por incrível, até boa sorte;&lt;br /&gt;que falta fazia e como doía, mais que a fumaça&lt;br /&gt;que vinha chegando de cá da vidraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando de repente e em meio a tal gente,&lt;br /&gt;eis que aparece quem lhe faltava&lt;br /&gt;para se despedir;&lt;br /&gt;o rosto desejado do irmão apegado,&lt;br /&gt;o qual, entendendo a ânsia que vinha&lt;br /&gt;de trás da vidraça, mandou-lhe de adeus&lt;br /&gt;o gesto esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o suficiente para transformar&lt;br /&gt;e transfigurar o condenado;&lt;br /&gt;guardara esperança,&lt;br /&gt;o pobre olhava o rosto almejado,&lt;br /&gt;sentindo brotar de dentro para fora&lt;br /&gt;um sopro feliz de bem-aventurança,&lt;br /&gt;de cá da vidraça esperando a fumaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem poder falar ou outro expressar&lt;br /&gt;mostrou, então, com o brilho do olhar&lt;br /&gt;a sua gratidão por ter sido atendido;&lt;br /&gt;e veio, então, o gás e a fumaça,&lt;br /&gt;e, sufocado, logo desfaleceu;&lt;br /&gt;no entanto, levou  consigo na última hora&lt;br /&gt;o rosto do amigo que tanto  quis&lt;br /&gt;e morreu sem demora, mas morreu feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você que julga sua sina pior do que isso&lt;br /&gt;olhando o cinza  porvir na fosca vidraça,&lt;br /&gt;sempre debruçada na mesma sacada da vida,&lt;br /&gt;assistindo somente o seu  tempo passar,&lt;br /&gt;será que nada lhe ensina a tragédia vivida?&lt;br /&gt;Às vezes parece e dá a triste impressão&lt;br /&gt;que a dor de estar vivo e de quem está inteiro&lt;br /&gt;e muito maior que a dos despedaçados;&lt;br /&gt;suas vidas são erros de avaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando em si próprios sem considerar&lt;br /&gt;o infortúnio de fato, sem tomar providência,&lt;br /&gt;esperando piedade, achando que a dor&lt;br /&gt;do seu imaginário é sempre o contrário da felicidade;&lt;br /&gt;e o pior, sem aproveitar o lado bom da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparem este caso que acabam de ler,&lt;br /&gt;quando um pobre coitado, na hora da morte&lt;br /&gt;foi capaz ter norte e almejar  um momento feliz;&lt;br /&gt;e mais, o que você me diz desse seu desperdício,&lt;br /&gt;quando você olha a vida por um orifício?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino da vida quando ela é cheia,&lt;br /&gt;não é escoar pelo ralo; e mesmo que doa,&lt;br /&gt;não se pode  achar que ela é um suplício.&lt;br /&gt;Pensando em ajudar é o motivo que falo:&lt;br /&gt;“Levanta  cabeça, que nada é perdido ou acabado,&lt;br /&gt;que nunca se encerre a dura questão ou se dê o fato&lt;br /&gt;por encerrado, cruzando o talher e batendo o tablado”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-7514760709254380076?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/7514760709254380076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/7514760709254380076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/05/por-trs-da-vidraa.html' title='Por trás da vidraça'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-8571116679380850741</id><published>2008-04-22T13:58:00.002-07:00</published><updated>2008-05-07T05:08:13.980-07:00</updated><title type='text'>Quando ví, havia morrido.</title><content type='html'>Não me era mais estranha,&lt;br /&gt;a acomodação com a vida, que me levava&lt;br /&gt;e o desistir das buscas na primeira tentativa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ia, quase mais parado que indo,&lt;br /&gt;e em um banco bucólico de praça&lt;br /&gt;me aposentei na mesmice diuturna&lt;br /&gt;em um banco antes imóvel e tão sem graça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que sempre entendí a criação no homem&lt;br /&gt;como virtude a deixá-lo próximo de Deus,&lt;br /&gt;parei de entendê-la e mais ainda, de percebê-la&lt;br /&gt;perdendo o ímpeto de fantasiar nos sonhos meus;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais espichei meus olhos vivos,&lt;br /&gt;nem olhei pra trás com discreção fingida;&lt;br /&gt;tenho olhar opaco à beleza femea exposta,&lt;br /&gt;mesmo àquelas tidas como proibidas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei de olhar vitrines e de vestir desejos;&lt;br /&gt;barba feita, unhas lisas? - Por que aparência?&lt;br /&gt;Eu nunca mais reclamei da passadeira,&lt;br /&gt;e não mais briguei, calando à concorrência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adormeceu em mim a emoção da música&lt;br /&gt;e não mais me apaixonei por ninguém ou nada;&lt;br /&gt;e o pior, a horizontal virou a posição do sono,&lt;br /&gt;a par de uma libido falente e agonizada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi a força pra organizar o futuro&lt;br /&gt;e até o interesse por coisas do passado,&lt;br /&gt;assim como tenho estado indiferente&lt;br /&gt;a quase tudo que se me fala do presente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disputa? nem pensar, virei um desmotivado!&lt;br /&gt;Bem, para resumir todo este tema,&lt;br /&gt;quando olhei para trás e me ví estendido,&lt;br /&gt;vi que havia morrido lá no início do poema!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-8571116679380850741?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/8571116679380850741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/8571116679380850741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/04/quando-v-estava-morto.html' title='Quando ví, havia morrido.'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-9173306957714212088</id><published>2008-04-22T13:57:00.003-07:00</published><updated>2008-05-07T05:35:45.549-07:00</updated><title type='text'>Poema ao cavernoso</title><content type='html'>&lt;p&gt;O desejo sexual nasce do nosso olhar, pra depois se esparramar&lt;br /&gt;pelo resto do organismo; uma coisa incontrolada como cair num abismo.&lt;br /&gt;Envolve também o peito onde faz bater mais forte o pobre do coração,&lt;br /&gt;a pupila se dilata e o olhar se ilumina, a respiração descontrola&lt;br /&gt;e pra nada mais se dá bola. O lábio fica mais rubro, às vezes é por baton&lt;br /&gt;outras vezes é por cio, a boca resseca e a venta dilata; isso se chama tesão; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim como descrevo acontece até com os bichos, é coisa de animal,&lt;br /&gt;dos quais nos diferenciamos pelo requinte do afeto, que torna o amor mais correto;&lt;br /&gt;mas, também, nem sempre é assim, pois tesão não vê limite.&lt;br /&gt;Depois que o bicho homem vira a cabeça prum lado, nem mesmo com&lt;br /&gt;alambrado se consegue controlar, é como água morro abaixo, não se&lt;br /&gt;pode atacar.Com a mulher é a mesma coisa, se quer dar, não dê palpite. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde o tempo do Sinai, Deus já tinha razão quando incluiu na sua pedra&lt;br /&gt;"não queira a mulher do irmão próximo". Estava certo o homem velho,&lt;br /&gt;pois desde aquele então, os maiores pecados, lhes digo, estão entre o joelho&lt;br /&gt;e o umbigo, na zona do agrião. Pai do céu tinha razão quando&lt;br /&gt;falou pra Eva e Adão, "Não se metam com a serpente, que esta tipa é traiçoeira,&lt;br /&gt;não é lá boa gente". Pura palavra vã, eles já vinham provando. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde este acontecido viemos nos debatendo entre o pode, não pode&lt;br /&gt;do ato. Por ser muito bom, de fato, é um pouco proibido, o que lhe dá&lt;br /&gt;mais sabor e lhe enche de emoção. Tem o valor da conquista&lt;br /&gt;e toda a preparação, que seja homem ou mulher, têm que obedecer,&lt;br /&gt;é o cabelo e a barba, o penteado, o ruge, o adereço, carece agradar a vista,&lt;br /&gt;e chamar mais atenção. Sem esquecer um bom papo para poder convencer. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E assim nesta revoada vivem machos e fêmeas; a grande preocupação&lt;br /&gt;e o quanto é preciso agradar afim de se acasalar, nem que em meio&lt;br /&gt;ao caminho fique só na fantasia, em transa de pensamento;&lt;br /&gt;o importante é o momento e a tesão, o envolver-se na intenção, o sentir seu devaneio.&lt;br /&gt;Pois uma coisa é bem certa e sem conversa fiada, este é o motor do mundo.&lt;br /&gt;Olhe ao seu redor, tudo se faz pra agradar, não importa bonito nem feio. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim é que, desde pequeno, se sabe que o assunto é veneno, "qual o quê!"&lt;br /&gt;Pois nos é apresentado com gosto de safadeza, o pai mexe na pichonga,&lt;br /&gt;mas protege a da menina, é coisa muito preciosa e não se pode nem ver.&lt;br /&gt;E você cresce sabendo que embora seja irmão, é ali a maçã do Adão&lt;br /&gt;que um dia comeremos, tentando talvez a empregada, pobre duma guria,&lt;br /&gt;com igual curiosidade; e vai ser por essa idade o início da função. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dizem que um fio de pentelho tem poder descomunal,&lt;br /&gt;uma força de tração mais forte que animal ou uma junta de boi;&lt;br /&gt;não se é ou como foi, mas é assim que tem sido com as relações em geral,&lt;br /&gt;o homem, também, como animal, mas com inteligência e munido de paciência,&lt;br /&gt;capaz de ficar pensando durante um tempo, arquitetando, sei lá quanto,&lt;br /&gt;para atingir, eu garanto, o alvo que lá está, a fêmea da preferência. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E esta, de sua parte, se faz de desentendida, mas louca pra ser comida,&lt;br /&gt;pois se aquece embaixo, nele, igual nela acontece - a tesão é universal-&lt;br /&gt;somos o mesmo animal, desde a abelha ao javali, queremos é aquilo ali,&lt;br /&gt;não interessa que jeito, nem as pedras do caminho ou a distancia a vencer,&lt;br /&gt;sempre haverá quem suplante seja qual for o empecilho, seguindo sempre&lt;br /&gt;este trilho que vai subindo dos joelhos e finda na "decomer". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dizia o doutor Santos Souza, eu concordo com ele e sei que também você,&lt;br /&gt;que aquele lugar é tão bom que deveria servir de eterna moradia,&lt;br /&gt;podia variar o gosto, de moça, velha ou guria, bom negócio morar dentro&lt;br /&gt;e o resto não importava. Afinal, tirando aqueles paridos de cesareana-&lt;br /&gt;saídos da porta ao lado- o resto do eleitorado saiu pelo canal certo,&lt;br /&gt;porisso o homem, experto, no tal canal quer voltar 2-3 vezes por semana. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois é, verdade lhes digo, esse tal envolvimento tem a idade do mundo,&lt;br /&gt;hoje melhor compreendido para o bem da humanidade,&lt;br /&gt;que encara esse rola-rola com mais naturalidade. Muito embora o bicho homem&lt;br /&gt;não deva fazer como bicho e sair, descontrolado, a fazer o que não deve,&lt;br /&gt;porque ainda existe pecado; não seja inconveniente e muito menos tarado,&lt;br /&gt;senão a mulher se ressente! Tem que adoçar o bico e depois pegar de leve. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Porisso tudo é que existe a tal arte do encontro que nada mais é&lt;br /&gt;que a busca eterna do amor, nas suas formas variadas e sem dor,&lt;br /&gt;pois a força da libido que é a que comanda tudo, a maior força do corpo&lt;br /&gt;que se aplicada direto dá nisso; ou, se a usa transformada, acaba em criação.&lt;br /&gt;De fato tudo sai feito se se usa essa energia de maneira estilizada,&lt;br /&gt;mas você vai convir comigo, bom mesmo é usá-la direto, e muito mais ,&lt;br /&gt;é usar na mulher amada, dar uma boa trepada, mas de bem porta fechada! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para esse mister altaneiro tem tesão de todo o tipo, existe a tesão de guri&lt;br /&gt;que agarra o seu pipi e o bota pra brincar e quando vê, que surpresa, está&lt;br /&gt;com a pica bem tesa. Mas tem também a crescente tesão do adolescente,&lt;br /&gt;que às vezes parece uma briga, a pobre da peça padece e é até esguelada.&lt;br /&gt;E as meninas também aos poucos vão se descobrindo, brincando com a&lt;br /&gt;intimidade e também se satisfazem, embora façam de forma dissimulada. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma coisa não se entende, tem gente até que não gosta, não há reza&lt;br /&gt;nem proposta que os faça acasalar e não chegam perto nem para farejar.&lt;br /&gt;Embora gostem de dar, fazem de forma às avessas e não adianta promessa&lt;br /&gt;ou mesmo proposição, neles e nelas nasceu trocado o lugar da sua tesão,&lt;br /&gt;bem fora da posição, "papai e mamãe" não tem jeito, "Nem morto!", dizem:&lt;br /&gt;e se vêm em fotografia, "Mata,mata,mata", diz o fresco e a sapatão. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tesão normalmente é pra frente, muito embora haja desvio&lt;br /&gt;e exatamente por isso tem gente que acha melhor engatar a marcha à ré;&lt;br /&gt;mas pelo amor à natureza, bom é macho com fêmea e as suas variações!&lt;br /&gt;Casal de homem com homem ou mulher e mulher, é o inverso da vontade,&lt;br /&gt;ainda que satisfaça e tem gente até que faz graça: "O desvio é tão bom que&lt;br /&gt;dele nunca se volta". Se for assim, eu pergunto, quem fabrica a humanidade? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E a vida assim vai seguindo. Quando se está na idade em que tudo parece fácil,&lt;br /&gt;e assim realmente é, a moçada não sabe fazer o troço muito direito,&lt;br /&gt;fazem só apuradinho, subindo o elevador, no carro, sentados no parapeito,&lt;br /&gt;com uma tesão de frangalo, ligeirinha de estudante, boa forma e fartura,&lt;br /&gt;comem se lambuzando e acabam desperdiçando os detalhes da paixão.&lt;br /&gt;Mal sabem que é na idade dos "enta" que começa a gostosura. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Depois vem a tesão de adulto, essa sim não perdoa, só termina se morto,&lt;br /&gt;seja nele ou nela seja, é preciso sempre estar com o visual bem lustrado,&lt;br /&gt;mesmo os feios se fazem, tem sempre chinelo velho ao pé torto destinado.&lt;br /&gt;E depois que dá o estalo e a vontade se inflama, o feio parece ser lindo&lt;br /&gt;e até pouco importa o belo. Somente indo pra cancha pra se resolver o caso,&lt;br /&gt;me refiro à u'a cama, onde na sua moldura, o amor se vai repartindo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tudo gira ao seu redor, observe, a vida inteira, o negócio sempre é achar&lt;br /&gt;o seu tipo companheiro ou então sua parceira. Pode não ser para sempre,&lt;br /&gt;pode até mesmo ser sonho, coisa de fantasia e mesmo assim é importante.&lt;br /&gt;Se não fosse essa a verdade, a trabalhar, então, Deus nos tinha colocado,&lt;br /&gt;antes de nos ensinar como se devia amar e também a procriar,&lt;br /&gt;que por ser tão importante, Pai do céu nos ensina, é bom não ser abusado. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas é na idade do "enta" que a fêmea perde o pudor e lhe aumenta o furor,&lt;br /&gt;então começa a usar dos mais variados recursos para atrair seu amor,&lt;br /&gt;é ruge e baton bem vermelho mostrando os lábios em cio,&lt;br /&gt;além do cheiro do hormônio, se borrifa com perfume querendo botar ciúme, sei de cor;&lt;br /&gt;é tudo para atrair, como as abelhas fazem com seus zangões,&lt;br /&gt;só que elas dançam e as nossas mulheres balançam aquilo que tem de melhor. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não satisfeitas com seus verdadeiros dotes apelam pra cirurgia&lt;br /&gt;na bunda, rosto e culotes, aumentam um pouco aqui, retirando um tanto ali,&lt;br /&gt;se enchem de silicone, a plástica é então aliada da nossa antropofagia,&lt;br /&gt;já posso falar assim que todos vocês, a essa altura&lt;br /&gt;já tão mais pra lá que pra cá, não ligam a nomenclatura;&lt;br /&gt;mas verdade seja dita, que em nome da força do achego,&lt;br /&gt;melhor arrepender-se do feito do que chorar covardia. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além de existir o recurso da lâmina do cirurgião, outras armas aparecem&lt;br /&gt;em nome dessa armação; existe até uma calcinha que dá volume na bunda,&lt;br /&gt;a saia veio encurtando e o umbigo mostrando bem onde o olhar afunda;&lt;br /&gt;diante desse belo quadro, não tem cristão que resista ou então sinta tédio,&lt;br /&gt;- o apelo fica tão forte- é a camisola de seda, é o lençol de cetim, calcinhas&lt;br /&gt;com cheiro e sabor! O cinquentão não agüenta, isso sim é que é assédio! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas tem um mal que acontece para alguns de menor sorte,&lt;br /&gt;vitimado por desuso, desdém, doença ou cigarro e até por encucação.&lt;br /&gt;Não desejo pra inimigo, é coisa pior que a morte que acomete à criatura.&lt;br /&gt;É como um raio que cai no objeto de uso nas lides carnais do amor,&lt;br /&gt;não obedece mais ordem e acaba deixando na mão o seu dono-comedor.&lt;br /&gt;Se for uma vez se disfarça, mas se for seguido, é brochura! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;No passado era um mal sem cura, isso no tempo que a oferta&lt;br /&gt;era menor que a procura, num tempo em que este esporte inebriante e encantador&lt;br /&gt;estava mais pra carestia e safra ruim de vaca magra.&lt;br /&gt;Agora a coisa mudou e existe jeito e maneira de se conseguir a tesão,&lt;br /&gt;como num passe de mágica e com vara condão; até com real qualidade,&lt;br /&gt;se pode fazer implante por dentro do cavernoso - e ultimamente o Viagra. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Porisso não desespere e menos se apoquente que o seu dia está&lt;br /&gt;chegando, você que passou brochando, pagando muito pecado&lt;br /&gt;deitando e virando de lado, desistindo da empreitada,&lt;br /&gt;largando a mulher amada entregue ao seu devaneio&lt;br /&gt;e você sem dizer a que veio, se fazendo de cansado. Agora a coisa mudou,&lt;br /&gt;é só tomar o tablete, esperar por meia hora e o cavernoso está cheio. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas por favor me escute, pelo amor de seus netos não cometa loucura,&lt;br /&gt;se o tablete é benvindo, se é ajuda à natureza e lhe devolve a pica tesa,&lt;br /&gt;não se atire em água escura que não se sabe a fundura.&lt;br /&gt;É uma boa sensação e que era contada perdida, tudo é mesmo beleza,&lt;br /&gt;no entanto não ofenda nem arrisque a sua saúde e muito menos sua vida,&lt;br /&gt;procure primeiro um doutor ou você morre da cura. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, uma coisa me intriga nesta genial descoberta, visível de norte a sul!&lt;br /&gt;Nem se se conseguir a cura do câncer ou até a cura da Aids,&lt;br /&gt;vai chamar mais a atenção que este tablete azul. Mas aqui um alerta!&lt;br /&gt;A brochura encoberta era maior que a imaginada, pelo jeito a velharada&lt;br /&gt;andava contando, em vez de vergonha, vantagem. Pois dado o grande sucesso&lt;br /&gt;do remedinho potente, a brochura geral estava na conta errada. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não esqueça também a sua velha lombalgia, tenha um pouco de zelo,&lt;br /&gt;não saia feito gurí, no atropelo, que o tal comprimido ao começar o efeito&lt;br /&gt;você esquece a sua dor e também o seu defeito e já quer pular em pêlo.&lt;br /&gt;E tem também o quadril que pode estar carunchado, uma junta de respeito,&lt;br /&gt;que muito trabalha em todo esse sobe e desce e em qualquer montaria&lt;br /&gt;e se houver imprudência você desce da mulher, mas continua no leito. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E por favor meu amigo, ainda que satisfeito com sua forma artificial,&lt;br /&gt;não invente novidade nesta idade, não queira trocar o andar,&lt;br /&gt;continue no seu trote, não queira galopar e muito menos trocar&lt;br /&gt;a sua velha montaria por uma dessas guria que se aproveitam do idoso.&lt;br /&gt;O rio anda mais caudaloso, por isso com muito cuidado,&lt;br /&gt;troque o óleo com a sua velha, não se aventure à toa que é muito perigoso &lt;/p&gt;Tem também o coração que precisa de atenção, pois está desacostumado,&lt;br /&gt;primeiro pela emoção de assistir a ereção, um reverso da brochura.&lt;br /&gt;E não tome o tal tablete junto a remédio nitrato, é loucura,&lt;br /&gt;o mal-estar será um fato e até mesmo um infarto pode lhe pialar.&lt;br /&gt;Pense então na situação, a pobre mulher embaixo, suportando peso morto,&lt;br /&gt;você morre de pau duro e só amarrando na perna pra baixar sepultura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-9173306957714212088?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/9173306957714212088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/9173306957714212088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/04/poema-ao-cavernoso.html' title='Poema ao cavernoso'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-8477610920522950341</id><published>2008-04-22T13:55:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T05:45:09.496-07:00</updated><title type='text'>O Pior Acontece...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Quando a gente envelhece&lt;br /&gt;a memória padece,&lt;br /&gt;o raciocínio enfraquece&lt;br /&gt;e o assunto empobrece. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A careca aparece ou&lt;br /&gt;o cabelo embranquece,&lt;br /&gt;a sobrancelha cresce,&lt;br /&gt;e o olhar empalidece. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ouvido ensurdece,&lt;br /&gt;a ruga transparece,&lt;br /&gt;o nariz se encurva&lt;br /&gt;e a bochecha desce. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O dente apodrece,&lt;br /&gt;a boca amolece,&lt;br /&gt;você dorme sentado,&lt;br /&gt;a cabeça cai e&lt;br /&gt;a baba lhe desce. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando a gente envelhece,&lt;br /&gt;no pé, a gota o enlouquece,&lt;br /&gt;o joanete não te esquece&lt;br /&gt;e o diabete aparece. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;As ”junta” enrigece,&lt;br /&gt;as pernas estremece,&lt;br /&gt;o coração desobedece,&lt;br /&gt;a pressão sobe e desce&lt;br /&gt;e o velho vive no INSS. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E mais! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando a gente envelhece&lt;br /&gt;as “carne” amolece,&lt;br /&gt;a pelanca aparece,&lt;br /&gt;e o mamilo murcha e escurece. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A unha caruncha&lt;br /&gt;cresce e endurece,&lt;br /&gt;e para cortar, só mesmo&lt;br /&gt;se n’água a“véia”as aquece. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O peito( antes de remador)&lt;br /&gt;com o peso dos anos,&lt;br /&gt;descai e enfraquece&lt;br /&gt;despenca e desce,&lt;br /&gt;a pele afina e empalidece;&lt;br /&gt;e a barriga: se não cresce, ela desce. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, o pior no correr do tempo,&lt;br /&gt;é quando a gente envelhece,&lt;br /&gt;é que o nosso saco desce&lt;br /&gt;e o nosso pau amolece;&lt;br /&gt;e por mais que se implore&lt;br /&gt;ele não mais obedece. &lt;/p&gt;E o pior que acontece, é que a mulher&lt;br /&gt;se insinua e até mesmo nua,&lt;br /&gt;insiste na coisa, esforça-se e se oferece;&lt;br /&gt;mas o pobre do “véio”,&lt;br /&gt;sem a tesão que carece&lt;br /&gt;e como o safado não enderece,&lt;br /&gt;se vira pro lado e agradece!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-8477610920522950341?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/8477610920522950341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/8477610920522950341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/04/o-pior-acontece.html' title='O Pior Acontece...'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-899037604206328008</id><published>2008-04-22T13:52:00.002-07:00</published><updated>2008-05-07T07:16:52.270-07:00</updated><title type='text'>Declaração de bens poéticos</title><content type='html'>Esta crônica foi inspirada no nosso poeta Ernesto Wayne e publicada alguns dias antes de sua súbita morte. Por oportuna, rendo-lhe nova homenagem.&lt;br /&gt;A minha vivência com poesia é extremamente pobre, por um lado motivado pelo fato de que ela pertence a um tipo especial de seres sensíveis, sobremodo. E por outro, pelo fato de ter tido escassas motivações desde a minha infância ou se as tive não soube aproveitá-las. O pouco que sei foi aprendido.&lt;br /&gt;Mesmo assim declaro que desde pequeno lembro das primeiras rimas, que não passam de "batatinha quando nasce...." e "Terezinha de Jesus.....", sem esquecer de "Oh Víbora da Cruz...."cantiga de roda que tinha rima pobre mas que ensinava a cadencia, aprendida junto com a turma lá da minha quadra. De minha mãe, lembro-me agora quando versejava: "E os gerânios debruçados na janela indagarão,--Que é feito dela?" ou "Quando lá novamente então tu fores, podes colher do chão todas as flores, pois são versos de amor que ainda te dou!"&lt;br /&gt;E ainda guri, ouvia as poesias que nasciam da terra e que eram de tanto agrado do meu pai que, ora lia, ora dizia poemas de Vargas Neto em sua "Tropilha Crioula e Gado Xucro" como:&lt;br /&gt;"Tim,lim,lim,tim,lim,lim,égua madrinha"&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;"O que é que tu queres Quero-Quero?&lt;br /&gt;Aborrecido quando te ouço fico&lt;br /&gt;e uma grande saudade me esporeia,&lt;br /&gt;pois dizem que gemem no teu bico,&lt;br /&gt;os gaúchos que morrem na peleia!"&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"És o ronda do pampa com teu bando,&lt;br /&gt;Etc,etc.etc....." &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais tarde, esta linha crioula seria enriquecida pelos versos do livro de Jayme Caetano Braun, "De Fogão em Fogão", que continha várias pérolas, como "Galo de Rinha", "Medicina Campeira", entre outras e "Tio Anastácio": &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Tio Anastácio pra cá,&lt;br /&gt;Tio Anastácio pra lá,&lt;br /&gt;Mandado que nem piá&lt;br /&gt;por aquela redondeza...." &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Quem visse Tio Anastácio&lt;br /&gt;golpeando um trago de canha&lt;br /&gt;retovado num balcão.&lt;br /&gt;Tinha-se logo a impressão&lt;br /&gt;que aquele tordilho sério&lt;br /&gt;era o Rio Grande gaudério&lt;br /&gt;fugindo da evolução!" &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Pois até parece mentira&lt;br /&gt;negro velho de valor!&lt;br /&gt;Morreste no corredor&lt;br /&gt;como matungo sem dono!&lt;br /&gt;Não tendo nesse abandono&lt;br /&gt;ao menos um companheiro&lt;br /&gt;que te estendesse o baixeiro&lt;br /&gt;para o derradeiro sono!" &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Certa vez, trabalhando em Porto Alegre, fui atender um paciente que desconhecia quem fosse, na Rua Iguaçú, em Petrópolis. Qual não foi minha surpresa quando deparei-me com Jayme Caetano Braun como sendo o dito enfermo. Ao final da consulta, me identifiquei como seu admirador, declamei-lhe o diagnóstico e uma prescrição pra resfriado e ele me dedicou um seu lançamento chamado "Potreiro de Guaxos". E ainda lhe fiz saber que muito sucesso fazia com aquela do "Barranquear é verbo xucro...." e que assim terminava: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Pois nesta comilança campeira,&lt;br /&gt;comí galinha, pato, marreco e perú,&lt;br /&gt;e só não comí marimbondo,&lt;br /&gt;porque tem ferrão no cú!" &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E por fim, dessas campeiras, muito declamei nas minhas farras do tempo de faculdade, de Aparício Silva Rillo, já desaparecido: "No Bolicho" &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Traga de vez a garrafa,&lt;br /&gt;bolicheiro me despacha,&lt;br /&gt;Que hoje no mais se emborracha&lt;br /&gt;quem nunca se emborrachou!&lt;br /&gt;Quero beber no gargalo&lt;br /&gt;pra esquecer este pialo&lt;br /&gt;que o tal do amor me atirou!" &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E mais essa que considero como escrita por algum gaúcho velho, teatino e libertário: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Eu sou um bagual cansado,&lt;br /&gt;que esterco e cheiro na bosta.&lt;br /&gt;Bota a cola nas costas e saio pererê, pererê, pererê!! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um pouco antes disso no Ginásio tive a felicidade de ser aluno de mestres que me ensinaram a manusear o "Florilégio Nacional", onde lí e ainda lembro de "Y-Juca-Pirama": &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Não chores meu filho,&lt;br /&gt;não chores que a vida&lt;br /&gt;é luta renhida, viver é lutar.&lt;br /&gt;Se o duro combate&lt;br /&gt;aos fracos abate,&lt;br /&gt;aos fortes, aos bravos,&lt;br /&gt;só pode exaltar!" &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sem esquecer da mesma origem,"Tertuliano","O Caçador de Esmeraldas" e "Navio Negreiro". Desta mesma época, certa vez, movido por alguma paixão prevaricante, como são as paixões envolventes do início da adolescência, meu rendimento escolar ameaçava com reprovação no fim do ano, que já vinha próximo. Meu sábio pai, então, tomou a si os argumentos e ensinamentos contidos na poesia de Rudyard Kipling, "If", traduzida de forma bela e fiel para o português, nada mais que por Guilherme de Almeida, com o nome de "Se": &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Se és capaz de manter a calma&lt;br /&gt;quando todo mundo ao redor de ti&lt;br /&gt;já a perdeu e te culpa.&lt;br /&gt;De crer em tí&lt;br /&gt;quando estão todos duvidando&lt;br /&gt;e para estes no entanto achares um desculpa! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se és capaz de esperar&lt;br /&gt;sem te desesperares ......." &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não sei se foi por causa dela, mas o ano foi salvo e de certo restou ao meu pai o mérito de me apresentar uma peça literária famosa em todo o mundo. Da adolescência lembro ainda, também, e não poderia deixar de fazê-lo, de J.G. de Araújo Jorge, por cujos versos algumas namoradinhas se renderam aos meus sussurros. E mais tarde veio Vinícius de Morais com "Para Viver Um Grande Amor": &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Para viver um grande amor necessário é muita concentração e muito siso,&lt;br /&gt;muita seriedade e pouco riso,&lt;br /&gt;para viver um grande amor." &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além de ter tido contato com coisas esparsas de Garcia Lorca, Pablo Neruda e Fernando Pessoa.&lt;br /&gt;Mas de que será feita essa coisa tão marcante qual seja a poesia, que nos atrai e entra em nossos arquivos neuronais, permanecendo ali como a moldura de muitos quadros ocorridos em nossas vidas?&lt;br /&gt;A escala musical, aos olhos pobres de nosso desconhecimento parece impossível que possa verter os arranjos profusos em harmonia e beleza que dela escorrem, fruto da combinação de sete monótonas sílabas aparentemente estéreis. Pois com um si bemol aqui, um sustenido lá, pautados de forma como se fossem hieróglifos sonógenos ou como DNAs suspensos em citoplasma criativo e proliferante, acabam na verdadeiramente infinita criação de partituras musicais intermináveis. Coisa de gênio!&lt;br /&gt;Gênio também é, pois, o poeta que descreve as coisas que nós nem sempre percebemos e que nos passam ao largo, descreve com mais dor e sofrimento ou com mais conforto e alegria do que nossa vã percepção, mas principalmente com uma coisa que a eles é matéria prima obrigatória, a sensibilidade, ao nosso revés, que o mais das vezes não consegue bem identificar. Destinados a conviver com as emoções deles próprios, acabam por mexer também com as nossas, pois que sentem o que não percebemos ou sentimos, traduzem nossas alegrias e dissabores, fazendo-nos ver coisas que somente seus olhos vêem e que só seus corações sentem. Os poetas são os verdadeiros viventes ou padecentes, de forma total e diferenciada, das emoções que a vida nos reserva e que de lambuja, alguns ao transmitirem aos alfarrábios seus momentos negros ou áureos, nos emprestam parte de suas vidas e nos fazem ver melhor as nossas. Grandes observadores, são habitualmente introspectos, pois não perdem tempo com o inútil do cotidiano, sua missão é traduzir a vida desde e através da sua essência, de todos os ângulos e de todas as formas.&lt;br /&gt;Aqui em Bagé existem vários, mas escolho um porque usa óculos de fundo de garrafa (desculpem, não tinha outro critério).Nosso Ernesto Wayne, um homem cheio de vivências e se assim não fosse também seria belo, pois despejava, para alegria da sensibilidade citadina, todas as notas poéticas sob o olho da sua grande e elevada percepção, falava coisas do arco da velha relacionado a um mundo onde a emoção foi farta(aqueles que conheceram a UZB – Universidade da Zona da Baixada - e equivalentes, que o digam). E, enquanto esteve bem vivo, falava com luz e bondade coisas também do arco da moça(ou das moças?). Do que gostávamos muito, não foi poeta? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois, certa vez,&lt;br /&gt;no exato dia deste maltraço,&lt;br /&gt;ao passo, dei de cara com o dito;&lt;br /&gt;à sombra, na praça, em meio a Arte.&lt;br /&gt;--Preciso de ti, disse, um neurologista.&lt;br /&gt;Meio aflito!&lt;br /&gt;“Deus me livre”, eu me disse,&lt;br /&gt;mexer em semelhante patrimônio?!&lt;br /&gt;---Quem sabe consultar um outro, poeta,&lt;br /&gt;um que lhe melhor lhe entenda,&lt;br /&gt;um mais idôneo?&lt;br /&gt;E que por certo lhe diria:&lt;br /&gt;--Não dê bola se é a memória que atrapalha,&lt;br /&gt;enquanto se percebe é sinal que ainda presta, esfria!&lt;br /&gt;Pior é a mortalha, que esta sim, não falha!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;( Passados poucos dias, Zeus o levou!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-899037604206328008?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/899037604206328008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/899037604206328008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/04/declarao-de-bens-poticos.html' title='Declaração de bens poéticos'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-8987448820793869468</id><published>2008-04-22T13:52:00.001-07:00</published><updated>2008-05-07T08:05:31.901-07:00</updated><title type='text'>O Destino dos Rabicós</title><content type='html'>&lt;p&gt;Não tome por desrespeito o que vou dizer aqui, conheço bem os guris&lt;br /&gt;e também certas meninas; a eles até que dedico simpatia e compreensão&lt;br /&gt;e mesmo doses de afeto, pois a sua contramão, no entra e sai do prazer,&lt;br /&gt;me fazem bem entender, que embora esteja trocado o que fazem por amor,&lt;br /&gt;na verdade é incompleta, ainda que jurem que não, a felicidade sentida&lt;br /&gt;passando por toda a vida a enganar o seu cio, sentindo errado o furor. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois na verdade eu lhes digo, sem medo de errar, garanto,&lt;br /&gt;que no começo, na Bíblia, um espanto, Deus não gostou do que viu;&lt;br /&gt;a frescura era um costume que exibiam amiúde e tinham desde menino.&lt;br /&gt;E lhes mandou um castigo, daqueles de arrasar e explodiu com Sodoma&lt;br /&gt;por que o "tamara que me coma" era o verbo mais corrente entre aquela&lt;br /&gt;estranha gente que gostava de acocar no nervo humano, o pepino. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como se vê, esse ato não é uma coisa tão nova, nem é novo o escorregão,&lt;br /&gt;tem mulher que é sapatão, muito homem toruno no reino da bixa louca,&lt;br /&gt;pois entre machos e fêmeas, eis o detalhe que espouca, sempre se viu de tudo&lt;br /&gt;desde que existe a tesão, só que era mais escondido, uma verdadeira chatice;&lt;br /&gt;agora que abriram as comportas e a coisa anda mais solta e frouxa, homem e&lt;br /&gt;mulher vive a dar, mas na sua moda invertida e na maior faceirice. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois se Deus fez o homem e a mulher e ainda brigou com o Adão&lt;br /&gt;por ter se passado com a Eva, é que era daquele jeito que o amor estava certo,&lt;br /&gt;mas só ao chegar da hora, mediante a sua ordem celestial.&lt;br /&gt;Foi indicada a maneira, a coisa é papai e mamãe, isto sem eira nem beira,&lt;br /&gt;pra lotar com a humanidade a terra que receberam e nada de artificio,&lt;br /&gt;que o tempo sempre é propício para se entregar ao amor, sem besteira. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo assim, o sexo - e o pecado original- coisa que é só para o homem,&lt;br /&gt;pois dele se livra o animal, às vezes fica difícil e favorece o desvio;&lt;br /&gt;a força, nunca se viu, se agarra no vivente e desonra os seus “orgulhos”,&lt;br /&gt;levado pela doença que se chama "acocadite", por um virus produzida,&lt;br /&gt;desses que vai alastrando, dá(neles)vontade de dar, só que tira a direção.&lt;br /&gt;E é marcha ré, contra-mão, quebra de pulso e ainda, muita frescura de vida. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já pensou um pobre pai, fazer com macho tempero um filho de cuião rôxo&lt;br /&gt;e depois de nove meses esperando pra que naça um guri bem safado pra&lt;br /&gt;transmitir os atributos da raça, ter que assistir o surgimento dum de cuião xôxo?&lt;br /&gt;Isso só não é nada, o brabo é a desmunhecada, o brinco e o baton usar,&lt;br /&gt;a conta na academia, malhando que nem guria e o uso da lingerie.&lt;br /&gt;Depois, do pai o desconsolo, feito tolo, ver o filho se acocar, na hora de vai mijar. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;De caminhar muidinho, de longe se conhece quando lá vem o fresquinho,&lt;br /&gt;exibindo o seu jeitinho adamado e estilizado, as coxas parecem coladas, a&lt;br /&gt;bundinha vai saltada, louquinha pra ser comida; passa assim toda a vida&lt;br /&gt;pois não há quem faça mudar ou até mesmo voltar dessa sua fresca sina.&lt;br /&gt;E pelo sim pelo não, é bom se considerar sem cura o que a criatura sente,&lt;br /&gt;odiando seu membro viríl, preferem ter mamiquinha e se possível vagina. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O costume vem de longe e até é muito antigo, repito, nunca vai se acabar,&lt;br /&gt;no tempo da Roma antiga ou da Grécia soberana, uma sábia sociedade&lt;br /&gt;cheia de nome bacana, desde Sócrates, Platão e outros de seus alunos,&lt;br /&gt;era soldado e tribuno, poetas e pensadores, todos tinham suas mulheres,&lt;br /&gt;mas também outros amores, de preferencia um imberbe com furor de guri,&lt;br /&gt;a quem botavam ali, bem no divã do prazer e os comiam sem talheres. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neste tipo de raça que ora vem aumentando, com suas formas variadas,&lt;br /&gt;divertida coleção, muito da alegrezinha, tem quem quer ser mulherzinha,&lt;br /&gt;que fala fino e rebola, de peitinho enxertado e se lhe chamam de João,&lt;br /&gt;responde não, que lhe chamem doutra coisa que combine com mulher.&lt;br /&gt;Sente intensa aversão por aquele troço inútil, pendurado a carregar&lt;br /&gt;Um horror! Quer é engravidar, ter filhos e até chorar como mãe, se puder. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tem aquele, o sociável, só rodeado de mulher, num jogo de faz que quer,&lt;br /&gt;na verdade o faz de conta, mui vivo, se comporta mui manhoso,&lt;br /&gt;pois está é atrás de um gozo e a mulher serve de isca;&lt;br /&gt;o gajo que se aproxima, que entra na sua conversa e ele logo se atina,&lt;br /&gt;começa co'a mão no joelho, jurando um desamparo e o convida prum chá.&lt;br /&gt;Dispensadas as gurias, vai conhecer o afeto que se encerra, essa bisca. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro tipo interessante do qual ninguém desconfia, é aquele tipo fortão,&lt;br /&gt;que pratica luta livre, sem respeito, fala grosso, tome cuidado com o moço,&lt;br /&gt;sempre dando uma de macho, pois gosta de dar em mulher.&lt;br /&gt;A verdade deste lance, está escondida na mente e a gente não se dá conta,&lt;br /&gt;no fundo do seu pensar quer mesmo é eliminar a figura feminina,&lt;br /&gt;sua forte concorrente, que lhe movimenta o ciúme, matando até se puder. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passa a vida enganando e nos fazendo de bobo, a gente pensa ser homem.&lt;br /&gt;Questão de oportunidade, juntador de sabonete, isso é o que ele é,&lt;br /&gt;que gosta dum gurí forte, que conserva como amigo, desses de bolso e cama.&lt;br /&gt;De repente não se aguenta, deixa rodar a baiana, toma um trago e confessa:&lt;br /&gt;"Eu sou um fresco, não nego e ainda tenho pressa, quero recuperar todo o tempo&lt;br /&gt;que fui homem e acocar num pepino 2-3 vezes por semana. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E tem também o tal tipo, que depois de certo tempo surpreende até a família;&lt;br /&gt;que passa a vida montado, esporando mulher na virilha e emprenhando;&lt;br /&gt;sempre um pai destemido, mui dedicado e sisudo, respeitoso e respeitado,&lt;br /&gt;um marido cobridor, pai dum varão e duas filhas, que ao passar dos 50,&lt;br /&gt;enjoado da rachadura e já um tanto impotente, o índio então não se agüenta&lt;br /&gt;e cai na acocadite, se achando por feliz. Realizado, velho, brocha e adamado. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tem muitos que são dessa classe, que eram tidos por machos,&lt;br /&gt;de fato até no bardel onde costumavam ir, bebendo a se divertir,&lt;br /&gt;com duas de cada lado, uma pelo pescoço e outra sentada no joelho,&lt;br /&gt;não sabia resistir ao chamamento da alcova e à força de um pentelho.&lt;br /&gt;Comedor desde fedelho, até parece mentira que o barranqueador de petiça&lt;br /&gt;fosse, depois de velho, gostar do verbo acocar, sem dar bola pra conselho. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim a bichinha dócil, que usa terno e gravata, educado como quê,&lt;br /&gt;igual como os outros todos, delicado e muito do inteligente.&lt;br /&gt;É o tipo engomadinho, unha pintada, brinquinho e uma colinha chocante,&lt;br /&gt;carente por um amante, pelo amor e o prazer e que adora uma fofóca.&lt;br /&gt;Surpreende a toda gente na condução de sua vida e após o seu trabalho,&lt;br /&gt;“pelada e transfigurada”, se põe com o par a ensinar, como a cobra entra na tóca. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas tem também, triste mãe, que vibrou de alegria com a vinda da menina&lt;br /&gt;com olho azul, feminina, nascida para ser prenda ou moça de fino trato&lt;br /&gt;e depois de certo tempo, assistir a tal filhinha “ter problema de sapato”,&lt;br /&gt;jogar bolita na rua, detestando ser mocinha, cabelo curto sem cacho,&lt;br /&gt;que a seguir, mais crescida, usando calça comprida ou calção de jogador,&lt;br /&gt;chinelo de couro fechado, jaqueta motociclista e perna peluda de macho. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cabelo, já disse, é curto, pintura nem pra retrato, óculos só dos Ray-Ban,&lt;br /&gt;parece um aviador, até cigarro de palha e se pudesse, charuto,&lt;br /&gt;mas se fuma esses de filtro, é mordendo sua ponta, com cara de garotão.&lt;br /&gt;Relógio só antichoque, desses de mergulhar que sacode antes de olhar,&lt;br /&gt;faz cara de atribulada(o) e mostra certa aflição com os negócios do pai,&lt;br /&gt;de quem herdou o casaco e um par de abotoadura, que usa para lhe imitar. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Salto alto? Nem pensar! Isso é coisa de mulher, o que não é o seu caso;&lt;br /&gt;ou melhor, foi até por acaso que veio com tal defeito, por fora, na lataria,&lt;br /&gt;incomoda a porcaria que só serve pra vazar e outras vezes, mijar.&lt;br /&gt;Porém voltando ao sapato prefere o tipo coturno, nada de frescurinha,&lt;br /&gt;mas quando muito com um taco que possa usar como arma, no seu&lt;br /&gt;passeio noturno, pulando por algum muro, na paquera da gatinha. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bolsa nem se falar, carteira no bolso de trás, anel de rubi no minguinho,&lt;br /&gt;onde, pra completar, tem uma unha comprida para a arelha coçar.&lt;br /&gt;Sobe e desce, a passear a amiga com braço enfiado, e ela&lt;br /&gt;com jeito obediente e modos de bem mandada, sem memso olhar pro lado&lt;br /&gt;que a dona é ciumenta: "Me respeita, sou teu homem" foi assim combinado&lt;br /&gt;"Se quer amor, não inventa, que eu te largo e não faço mais o roçado!". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;No bar, ao beber em turma, só dá risada de homem e faz carinho na gata,&lt;br /&gt;no frio é uisque e gelo, no verão, Brahma em lata; sentada de perna aberta&lt;br /&gt;fica toda desconfiada(o)se alguém que passa ao lado olha para a gatinha.&lt;br /&gt;O seu negócio é amor, já pensou até em falar com o pai da moça e pedir&lt;br /&gt;no sofá pra namorar; mas acha que não vai dar, que o sogro é meio durão&lt;br /&gt;e não vai lhe entender, não, no peso da sua paixão e acha que vai desistir. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não pensem que eu sou contra e que tudo é gozação. Não! Inclusive&lt;br /&gt;eu até acho que o fato é um erro de origem ou opção atravessada&lt;br /&gt;e mesmo que a opinião seja desencontrada, não quer dizer que condene,&lt;br /&gt;eles e elas até podem achar que tudo é tão bom e que é a sua liberdade,&lt;br /&gt;uma forma de prazer que é melhor do que nada, no seu modo de sentir,&lt;br /&gt;se sentem desencontrados e só se são penetrados sentem felicidade. &lt;/p&gt;Verdade, até sinto pena, se trata de deficiência, uma espécie de carência&lt;br /&gt;que resolvem compensar com seu modo de gozar. Mas, até se eu pudesse,&lt;br /&gt;a eles eu provaria que o bom é homem e mulher, de preferência pelados,&lt;br /&gt;fazer um amor com requinte, daqueles bem prolongados, com vibração e&lt;br /&gt;gemido pelo prazer conquistado. Só que eles acham que não! Que assim está errado.&lt;br /&gt;Melhor não se discutir, cada um sabe como está o certo o seu lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-8987448820793869468?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/8987448820793869468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/8987448820793869468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/04/o-destino-dos-rabics.html' title='O Destino dos Rabicós'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-6887514907502372798</id><published>2008-04-07T06:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T08:11:39.628-07:00</updated><title type='text'>Poema antinicotínico</title><content type='html'>À uma bela fumante &lt;p&gt;Uma mulher assim tão bela&lt;br /&gt;com gestos de dama fina,&lt;br /&gt;com corpo de mulher feita&lt;br /&gt;e semblante de menina. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tens a harmonia das linhas que&lt;br /&gt;obedecem o perfil universal,&lt;br /&gt;e entre muitas que perto há,&lt;br /&gt;és mais um presente oriental. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma odalisca sem véu,&lt;br /&gt;uma beleza que encanta&lt;br /&gt;e que se ocidentalizou. É pena&lt;br /&gt;que ao seu mal não espanta. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como diz o nosso homem-história&lt;br /&gt;seu sincero e enorme admirador,&lt;br /&gt;lá do alta das suas cãs:" Sendo fumante&lt;br /&gt;é tão linda, imagine sem sê-lo. Um primor!" &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se por bela imaginasse o que faz&lt;br /&gt;o cigarro aos seus atributos de mulher,&lt;br /&gt;pés de galinha em breve e um&lt;br /&gt;horrível cheiro de homem. Você quer? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E mais pode acontecer: envelhecer&lt;br /&gt;antes do tempo - vaidade, não vai gostar-&lt;br /&gt;isso também sem falar no mau hálito&lt;br /&gt;que sente o homem que a ele for beijar. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gostaria de lembrar que a liberdade&lt;br /&gt;alegada pela nossa companheira,&lt;br /&gt;no terrestre paraíso onde se encontra o amor,&lt;br /&gt;pode morrer por detalhe e culpa da fumaceira. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E não só o que foi dito, não é só o que se vê,&lt;br /&gt;tem também o que emana, ou seja,&lt;br /&gt;a catinga que fica na roupa, na pele,&lt;br /&gt;na mão e no cabelo também, que de longe se fareja. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fosse eu um mais moço, livre, descompromissado,&lt;br /&gt;e deixaria de lado a fantasia e o respeito dessa nossa relação.&lt;br /&gt;Eu e o jurisconsulto, que reparte este poema, ao menos na intenção,&lt;br /&gt;disputaríamos na esgrima para conquistar tua mão. &lt;/p&gt;Porisso Rosemarie bonita, com nome de flor no nome&lt;br /&gt;(poderia ser melhor?) U’a moça tem compromisso&lt;br /&gt;com aqueles a quem cativa, aceite pois o pedido&lt;br /&gt;de dois admiradores e pare logo com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Poemeto para Rosemarie Suleiman, nossa colega no Jornal Minuano e que nunca mais vi, em concordância com o Dr. George Teixeira Giorgis.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-6887514907502372798?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/6887514907502372798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/6887514907502372798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/04/poema-antinicotnico.html' title='Poema antinicotínico'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8215253198613389540.post-7127343956860922627</id><published>2008-04-07T05:55:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T08:16:00.908-07:00</updated><title type='text'>Prado Veppo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b&gt;Quando te decidires,parte!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Não esperes que o tempo cubra de flores o caminho.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nem se quer esperes o caminho;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;faze-o tu mesmo e parte!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Parte sem pensar que outros passos pararam,&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que outros olhos ficaram te olhando seguir!&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Luis Guilherme do Prado Veppo é o autor destes versos sábios; um camarada tão marcante quanto as suas palavras, as quais, ainda hoje, vez que outra, me vêm à memória. Poeta, médico e contestador, era assim quando o conhecí em Santa.Maria.&lt;br /&gt;Foi nosso professor de Clínica Médica e Cardiologia, há mais de 40 anos, cadeiras que exercia e ministrava com destreza verbal e mental, naquela época. Famoso, era bem falado no meio médico e universitário; antes mesmo de sua primeira aula já tínhamos opinião formada sobre ele, como sendo uma figura brilhante de dentro para fóra. Na realidade, era cativante nas suas aulas, controvertido de fóra para dentro, mas irrequieto e aflito consigo mesmo.&lt;br /&gt;No entanto, tinha consciência de si, mas mais do que isso, sabia que a poesia acima, bela, sábia e profunda, era também norteadora, além de ser sugestiva e indutora de um caminho.&lt;br /&gt;Pois esse poeta premiado, premido por pressões do seu caldeirão íntimo e buscando encontrar suas definições pessoais, depois de maduro e de encaminhar à cura tantos corações enfermos, a par do seu, palpitante, depois de homem mais que feito, fez sua formação psicanalítica. E depois, mais conhecedor de si mesmo, tornou-se um psicanalista conceituado na Boca do Monte.&lt;br /&gt;Não sei, mas talvez não fizesse mais arranjos de palavras tão brilhantes como os iniciais, posto que já tinha o seu caminho, ou melhor, criara o seu.&lt;br /&gt;Há alguns anos, antes de o perdermos, eu o encontrara em um restaurante, sozinho, pensante; não era mais o mesmo professor de antigamente. Sem controversões de fora para dentro, nem o contrário, e sem aflições.&lt;br /&gt;Naqueles dias, contou-me, remexia em velhos baús no sótão das mentes dos outros e tratava do desencontro deles, havia se tornado um mestre no conflito alheio.&lt;br /&gt;Mas, lá, no passado, deixou a idéia poética de que é o homem quem se manobra, nas rédeas do destino!&lt;br /&gt;Prado Veppo, há 8 anos passados deixou mais frio o inverno da nossa devoção. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8215253198613389540-7127343956860922627?l=jbtpoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/7127343956860922627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8215253198613389540/posts/default/7127343956860922627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpoesia.blogspot.com/2008/04/prado-veppo.html' title='Prado Veppo'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
